domingo, 7 de novembro de 2010

RESUMO: O Sistema de Numeração: Um problema didático

O SND é um sistema de princípios e propriedades para representar quantidades que precisam ser compreendidas por seu usuários.
Esses princípios foram sendo construídos a partir da necessidade que o homem primitivo teve de quantificar o mundo para atender as exigências cotidianas de contar o tempo, os animais, os produtos, as pessoas da familia e da comunidade para: reconhecer, registrar e comparar quantidades.
Ao longo da história, foram criados vários sistemas de numeração, mas, o único que resistiu foi o hindu-arábico ou Sistema de Numeração Decimal - SND.

O SND é formado por apenas dez símbolos/algarismos:

0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9


E com eles é possível registrar qualquer quantidade, facilitando a leitura e a escrita de números.

Oque ocorre é o seguinte: estes símbolos são artificiais, pois não se relacionam com as quantidades que representam.

Existe a necessidade de: Memorizar uma ordem fixa associadas às quantidades.

Essa memorização é insuficiente para: Ler, Interpretar e produzir números.

Assim sendo, houve a necessidades de se estabelecer Regras Básicas do Funcionamento:


SND é:

  • Organizado por agrupamentos e reagrupamentos em base de dez;
  • É posicional, uma vez que um mesmo símbolo representa valores diferentes, dependendo da posição que ocupa no número;
  • É aditivo porque se obtem o valor de número pela soma dos valores posicionais de cada algarismo;
  • É multiplicativo, visto que o valor do algarismo é multiplicado pelo valor da posição ocupada;
  • Tem no zero a função de guardar posição vazia no número;
ENSINO DO SISTEMA DE NUMERAÇÃO DECIMAL

Quando pensamos SND, lembramos de seus princípios e regras e dos vários conceitos.
Cada recurso que usamos para trabalhar o SND permite maior clareza ou transparência de determinados princípios do sistema, porém, não se apresenta todos os princípios.

1º Exemplo:   Em uma situação de compra e venda podemos usar:


  • Dinheiro em miniatura
  • Fichas coloridas
(para representar valores monetários)

Aprende-se: Composição Aditiva e Aspecto multiplicativo da numeração

Não aprende:o princípio da posicionalidade


2º Exemplo: Ábaco e o Quadro-valor do lugar - QVL 



Aprende-se:
  • Posicionalidade, distribuíndo as quantidades nas casas de valores diferentes.
  • Agripamentos e reagrupamentos na base dez;
  • Zero como mantenedor do lugar;



3º Exemplo: Material Dourado


Aprende-se:
  • A base dez
  • Seus agrupamentos
  • Princípios Aditivos
  • Pincípios Multiplicativos
Não fica claro: A posição dos números


Entende-se então, que esses recursos utilizados são limitados, cabendo ao professor planejar sua prática pedagógica possibilitando aos alunos uma variedade de situações que permita ampliar a compreensão dos mesmos sobre SND.

Vergnaud Recomenda:

  • O trabalho com diferentes bases
  • A exploração e ou manipulação de diferentes recursos pedagógicos
  • A articulação dos princípios do sistema de numeração com as regras das operações matemáticas.
É interessante lembrar: que a teia de conceitos deve ser explorada através de situações desafiadoras que estimulem o aluno a pensar sobre situação, acionando, confrontando conheciemtnos, experimentando diferentes estratégias e socializando descobertas.
O mundo numérico está exposto na sociedade, contudo, precisamos refletir sobre ele, analisando seus contextos e sua lógica estrutural para que possamos lhe dar sentido e significado.

Antes! Reproduzir sequências numéricas exaustivamente para compreensão do sistema. Esqueça!


Novas Pesquisas!

Carraber (1982) : Crianças de 1ª e 2ª séries - Conclui-se que elas podem entender a composição aditiva do número sem saber ler e escrever números, contudo as crianças lêem e escrevem números compreendem a composição aditiva. Ou seja, crianças mesmo sem saber escrever números corretamente, já compreendem princípios básicos do sistema de numeração.

Lerner e Sadovsky (1994): Crianças de 5 e 8 anos (duplas)

Recurso:
  • Atividades de comparação e Produção de números
  • Entrevistas com questionamentos
Resultado: desde cedo as crianças constróem hipóteses para escrever e ler números.
Através da comparação, fazendo uso de quantidades, da posição dos algarismos, utilizando dezenas fechadas, centenas fechadas.... para escrever outros números.

Conclusão: Estabelecer regularidades no sistema de numeração é uma condição necessária para compreender as regras do sistema e neste processo as crianças criam estratégias que estão diretamente ligadas à convivência com este sistema.

Importante!  É necessário que a criança tenha no ambiente escolar oportunidades constantes e variadas de comparar, escrever e ler números, isto é, refletir sobre as regularidades do sistema.

Portanto! Não é reproduzindo exaustivamente sequências numéricas que a criança compreende o sistema de numeração.

Considere que:
  • A criança convive, desde cedo, com este sistema;
  • Levantando idéias
  • criando ferramentas relacionadas às informações numéricas.




sábado, 6 de novembro de 2010

Língua Portuguesa: Expectativas de Aprendizagem para o 3º ano do E.Fundamental

As expectativas de aprendizagem para o ensino da Língua Portuguesa nos anos iniciais do Ensino Fundamental orientam-se em torno dos usos da linguagem oral – fala e escuta; da linguagem escrita – leitura e produção escrita de textos; e, ainda, em torno a análise e reflexão sobre a língua e a linguagem, em que se abordam, prioritariamente, os spectos envolvidos na linguagem que se usa para escrever; e os envolvidos no uso dos padrões da escrita.
  
AO FINAL DO 3º ANO DO CICLO I- ESPERA-SE QUE OS ALUNOS SEJAM CAPAZES DE:
 
NA LEITURA

Esferas jornalísticas e cotidiana – carta de leitor
Propostas relacionadas neste material – Seqüência de Cartas de Leitor; Atividade permanente Leitura de revistas RECREIO e CIÊNCIA HOJE DAS CRIANÇAS.


  • Relacionar a carta à situação comunicativa e aos suportes em que circulam originalmente, observando as relações entre a carta e outras matérias jornalísticas.
  • Estabelecer conexões entre os textos e os conhecimentos prévios, vivências, crenças e valores.
  • Explicitar o assunto dos textos.
  •  Inferir os sentidos dos textos, por meio da análise de palavras ou expressões que constituem os textos e de outras informações do contexto de produção e circulação do texto (interlocutores, finalidades...).
  •  Recuperar informações explícitas.
     
    Esferas jornalística e escolar – reportagens e textos de divulgação científica – expositivos

    Proposta relacionada neste material – Projetos “Meios de Comunicação” e “Produção e Destino do lixo” – Ler para Estudar; Atividades permanentes: Roda de Jornal, Leitura das revistas RECREIO e CIÊNCIA HOJE DAS CRIANÇAS.

    •  Relacionar os textos às situações comunicativas e ao suportes em que circulam originalmente.
    •  Estabelecer conexões entre os textos e os conhecimentos prévios, vivências, crenças e valores.
    •  Explicitar o assunto dos textos.
    •  Inferir os sentidos dos textos, por meio da análise de palavras ou expressões que constituem os textos, e de outras informações do contexto de produção e circulação do texto (interlocutores, finalidades...).
    • Correlacionar causa e efeito, problema e solução, fato e opinião.

    Esfera Literária / Verso e Prosa – FÁBULAS

    Proposta relacionada neste material: Um projeto com fábulas


    Relacionar as fábulas às situações comunicativas e ao suporte em que circulam originalmente.
    • Estabelecer conexões entre o texto e os conhecimentos prévios, vivências, crenças e valores.
    •  Estabelecer a relação entre o título e o corpo do texto ou entre as imagens (fotos, ilustrações) e o corpo do texto.
    •  Inferir os sentidos dos textos para a leitura, por meio da análise de palavras ou expressões que constituem os textos e de outras informações do contexto de produção e circulação do texto (interlocutores, finalidades...).
    •  Recuperar informações explícitas. 
    •  Estabelecer relação entre a moral e o tema da fábula.

    PRODUÇÃO ESCRITA DE TEXTOS

    Esfera jornalística – carta de leitor

    Propostas relacionadas neste material – Seqüência de Cartas de Leitor; Atividade permanente Leitura de revistas RECREIO e CIÊNCIA HOJE DAS CRIANÇAS – Seção cartas 

    •  Produzir carta ou e-mail, levando em conta o gênero e seu contexto de produção e circulação.

    • Revisar e editar o texto considerando as características do gênero e da situação de produção...
     
    Esferas escolar e cotidiana – textos divulgação científica- expositivos

    Proposta relacionada neste material – Projetos “Meios de Comunicação” e “Produção e Destino do Lixo” – Ler para Estudar; Atividades permanentes: Roda de Jornal, Leitura das revistas RECREIO e CIÊNCIA HOJE DAS CRIANÇAS.

    •  Produzir resumos a partir de textos lidos.
    •  Produzir textos expositivos com a finalidade de conscientizar sobre a Produção e o Destino do Lixo – folhetos;
    • Revisar os textos produzidos durante o processo de produção escrita e ao final dele.
     
    Esfera Literária / Verso e Prosa – Fábula

     Proposta relacionada neste material como sugestão: Projeto Fábulas
    •  Reescrever fábulas levando em conta as características do gênero e seu contexto de produção.
    •  Revisar e editar o texto considerando as características do gênero e da situação de produção.

    ESCUTA / PRODUÇÃO ORAL
     
    Esferas jornalística e cotidiana – carta de leitor

    Propostas relacionadas neste material – Seqüência de Cartas de Leitor; Atividade permanente Leitura de revistas RECREIO e CIÊNCIA HOJE DAS CRIANÇAS.

    •  Participar de situações de intercâmbio oral, formulando perguntas ou estabelecendo conexões com os conhecimentos prévios, vivências, crenças e valores.
    • Emitir opinião sobre as reportagens e cartas lidas.

    Esferas escolar e jornalística – de divulgação científica / expositivos

    Proposta relacionada neste material – Projetos “Meios de Comunicação” e “Produção e Destino do Lixo” – Ler para Estudar; Atividades permanentes: Roda de Jornal, Leitura das revistas RECREIO e CIÊNCIA HOJE DAS CRIANÇAS.

    •  Participar de situações de intercâmbio oral, formulando perguntas ou estabelecendo conexões com os conhecimentos prévios, vivências, crenças e valores.
    •  Expor o resultado da pesquisa realizada sobre meios de comunicação, a partir de apoio escrito e/ou com uso de recursos audiovisuais.

    Esfera Literária / Prosa – Fábula

    Proposta relacionada neste material: Projeto  Confabulando  fábulas

    • Ouvir com atenção as fábulas lidas ou contadas, estabelecendo conexões com os conhecimentos prévios, vivências, crenças e valores.
    • Recontar fábulas, apropriando-se das características do texto-fonte.
    • Realizar leitura dramática de fábula.

    ANÁLISE E  REFLEXÃO SOBRE A LÍNGUA E LINGUAGEM

    Esferas jornalística e cotidiana – carta de leitor

    Propostas relacionadas neste material – Seqüência de Cartas de Leitor; Atividade permanente Leitura de revistas RECREIO e CIÊNCIA HOJE DAS CRIANÇAS.

    •  Identificar, com auxílio do professor, possíveis elementos da organização interna da  de leitor: destinatário, corpo do texto, despedida.


    •  Reconhecer e utilizar a linguagem adequada à finalidade e ao interlocutor

    Esferas escolar e jornalística – textos de divulgação científica / expositivos

    Propostas relacionadas neste material – Atividades permanentes: Roda de Jornal, Leitura de revistas RECREIO e CIÊNCIA HOJE DAS CRIANÇAS.


    •  Analisar as características lingüísticas e discursivas que contribuem para a construção dos sentidos dos textos que serão lidos e produzidos no projeto Meios de Comunicação e na Seqüência Didática Produção e Destino do Lixo.

    Esfera Literária / Prosa – Fábula

    Proposta relacionada neste material: Projeto Confabulando com Fábulas


    •  Identificar as características dos diferentes estilos de escrita, das diferentes formas de organização do texto e do conteúdo próprios das fábulas.
    • Identificar recursos usados na apresentação das personagens e das ações do enredo.

    PADRÕES DE ESCRITA


    •  Pontuar corretamente final de frases, usando inicial maiúscula.
    • Segmentar corretamente a palavra na passagem de uma linha para outra.
    •  Pontuar corretamente final de frases, usando inicial maiúscula.
    •  Segmentar o texto em frases e parágrafos em função das restrições impostas pelos gêneros.
    •  Pontuar corretamente os elementos de uma enumeração.
    •  Pontuar corretamente passagens de discurso direto em função das restrições impostas pelos gêneros.
    • Reduzir os erros relacionados à transcrição da fala.
    • Representar marcas da nasalidade de forma convencional.
    • Respeitar regularidades contextuais.
    •  Respeitar as regularidades morfológicas
    •  Escrever corretamente palavras de uso freqüente 
    •  Acentuar palavras de uso comum
    • Aplicar regra geral de concordância verbal
    •  Formatar graficamente o texto.


    Fonte: Guia de Planejamento e orientações didáticas 3º ano parte 1




















    sexta-feira, 5 de novembro de 2010

    Matemática: Expectativas de Aprendizagem para o 3º ano do Ensino Fundamental




    NÚMEROS


    • Reconhecer e utilizar números naturais no contexto diário.

    • Compreender e utilizar as regras do sistema de numeração decimal, para leitura, escrita, comparação e ordenação de números naturais de qualquer ordem de grandeza.

    •  Contar em escalas ascendentes e descendentes a partir de qualquer número natural dado.

    • Resolver situações-problema em que é necessário fazer estimativas ou arredondamentos de números naturais (cálculos aproximados).

    • Reconhecer e utilizar números racionais no contexto diário.

    • Explorar diferentes significados das frações em situações-problema (parte-todo e quociente).

    • Ler e escrever números racionais, de uso freqüente no cotidiano, representados na forma decimal ou na forma fracionária.

    • Comparar e ordenar números racionais de uso freqüente, na representação decimal.

    • Observar as regras do sistema de numeração decimal para compreensão, leitura e representação dos números racionais na forma decimal.

    OPERAÇÕES

    •  Analisar, interpretar, formular e resolver situações-problema, compreendendo diferentes significados das operações com números naturais.

    • Determinar o resultado da multiplicação de números de 0 a 9 por 6, 7, 8 e 9, em situações-problema e identificar regularidades que permitam sua memorização.

    • Identificar e utilizar regularidades para multiplicar ou dividir um número por 10, por 100 e por 1000.

    • Construir fatos básicos da divisão a partir de situações-problema, para constituição de um repertório a ser utilizado no cálculo.

    • Utilizar a decomposição das escritas numéricas e a propriedade distributiva da multiplicação em relação à adição, para a realização de cálculos que envolvem a multiplicação e a divisão.

    • Calcular o resultado de operações de números naturais por meio de estratégias pessoais e pelo uso de técnicas operatórias convencionais.

    •  Utilizar estratégias de verificação e controle de resultados pelo uso do cálculo mental e da calculadora.


    TRATAMENTO DA INFORMAÇÃO

    •  Ler e interpretar dados apresentados de forma organizada em tabelas e gráficos.

    •  Resolver problemas com dados apresentados de maneira organizada por meio de tabelas simples e gráficos de colunas.

    •  Descrever, por escrito, situações apresentadas por meio de tabelas e gráficos.

    •  Interpretar dados apresentados por meio de tabelas simples e de dupla entrada.

    •  Descrever, por escrito, situações apresentadas por meio de tabelas e gráficos.

    ESPAÇO E FORMA

    •  Identificar a posição de uma pessoa ou objeto num desenho apresentado em malha  quadriculada.

    •  Identificar a movimentação de uma pessoa ou objeto num desenho apresentado em malha quadriculada

    •  Reconhecer semelhanças e diferenças entre esferas, cilindros e cones e entre cubos, paralelepípedos, prismas de base triangular e pirâmides.

    •  Reconhecer planificações (moldes) de figuras tridimensionais, como cubo, paralelepípedo, pirâmide, cone e cilindro.

    •  Identificar triângulos, quadrados, retângulos, pentágonos e círculos, nas faces planas de uma figura tridimensional.

    GRANDEZAS E MEDIDAS

    •  Reconhecer unidades usuais de medida como metro, centímetro, quilômetro, grama, miligrama, quilograma, litro, mililitro.

    •  Resolver situações problema que envolvam o significado de unidades de medida de comprimento como metro, centímetro e quilômetro.

    •  Resolver situações problema que envolvam o significado de unidades de medida de massa como o grama, o miligrama e o quilograma.

    •  Resolver situações problema que envolvam o significado de unidades de medida de capacidade como litro e mililitro.

    •  Utilizar, em situações problema, unidades usuais de temperatura.

    •  Utilizar medidas de tempo em realização de conversões simples, entre dias e semanas, horas e dias, semanas e meses.

    •  Utilizar o sistema monetário brasileiro em situações-problema.


    •  Resolver situações problema que envolvam o estabelecimento de relações entre lgumas unidades de medida, como: metro e quilômetro, metro e centímetro, grama e quilograma, grama e miligrama, litro e mililitro.

    •  Compreender o perímetro como a medida do contorno de uma figura plana.

    •  Calcular perímetro de figuras desenhadas em malhas quadriculadas














































































    quinta-feira, 4 de novembro de 2010

    HISTÓRIA: Qual vamos ler ?

    Essa é a dúvida de muitos professores quando se deparam com o desafio de ler uma história para a turma.

    Acredite: Uma boa história não é definida pelo seu tamanho, mas sim pela sua trama. O texto pode nem ter ilustração, mas, se ele divertir e emocionar a meninada, o sucesso é garantido.


    Dicas para selecionar uma boa história:

    • Verifique se a trama é divertida, emocionante, se há suspense de modo a envolver os alunos.
    • Avalie as ilustrações e observe a relação delas com o texto, se elas surpreendem e causam impacto.
    • Para os primeiros mêses de aula sugeri-se a leitura de Contos Tradicionais : "Branca de Neve", "Os três Porquinhos", "Chapeuzinho Vermelho".
    Na hora de escolher a fonte, ou seja, o livro que traz essas histórias, evite versões adaptadas, curtinhas, que não fornecem sequer a descrição dos personagens e do cenário onde se passa a trama. Como sugestão abaixo segue algumas boas versões presentes nas seguintes obras:

    * O livro Contos de fadas clássicos, de Helen Cresswell;

    * Coleção Contos Clássicos - editora Martins Fontes e com belíssimas ilustrações;

    * Clássicos da Literatura Infantil, Ana Maria Machado - Editora Nova fronteira;

    * Contos Tradicionais do Brasil, Luís da Câmara Cascudo - Ed. Global;

    * Contos de Andersen, Hans Christian Andersen - Ed. Paz e Terra;

    * Contos de Grimm, dos irmãos Grimm, Companhia das Letrinhas.

    Histórias contemporâneas, com ou sem ilustrações, até mesmo curtas, podem ser utilizadas como critério para diversão dos alunos, histórias que depois de lidas por você, os alunos podem ler autonomamente, ainda que não saibam ler de forma convencional.

    A lista é apenas uma referência, poi você pode optar por outras obras que façam parte da sala de aula ou da escola:

    * O Rei Bigodeira e sua banheira, de Don e Aldrey Wood - Ed. Ática;

    * Os livros da coleção Quem Tem Medo de..., de Fanny Joly - Ed. Scipione;

    * Da Pequena toupeira que queria fazer cocô na cabeça dela,Werner Holzwarth -
    Companhia nas letrinhas;

    * Gente, bicho, planta: o mundo me encanta, Ana Maria Machado - Ed.Nova Fronteira;

    * O joelho Juvenal, Rolim e todos os livros da Série Corpim, de Ziraldo - Ed. Melhoramentos;

    * O menino Maluquinho, de Ziraldo - Editora Melhoramentos;

    * A festa no céu, de Ângela Lago - Ed. Melhoramentos;

    * O grande Rabanete, Tatiana Belinky - Ed. Moderna;

    * Marcelo, marmelo, martelo e outras histórias, de Ruth Rocha - Ed. Salamandra;

    * Na floresta, O Fogo e os demais livros da coleção O Homenzinho da Caverna e os Sons que ele Descobriu..., de Silvio Costta, Companhia Editora Nacional.

    Como você fará a leitura  de textos literários todos os dias, segue abaixo uma planilha para você registrar os livros lidos. Assim além de você não esquecer dos textos que já leu, você poderá passar essa lista para o (a) professor (a) que assumir essa turma no ano seguinte.



    Você também poderá fixar na classe:
    Registro de Literatura da Turma do 2º ano da Escola Lar da Irmã Celeste / 2009
    


    Xiiiiiiii!!!! Eles não prestam atenção! E agora? Conversam durante a leitura, brincam, parecem desinteressados ? Resultado: a cada parágrafo lido, é necessário interromper a leitura para chamar  a atenção de um aluno, pedir para que outro volte e sente em seu lugar etc.

    Paciência!!!!! Pode levar um certo tempo para que eles construam os comportamentos de ouvinte e também de leitor.
    A avaliação do encaminhamento de cada momento de leitura é fundamental, portanto, se alguns dos alunos até ao final do período se encontrarem sem disposição para ouvir uma história, busque novas estratégias: leia após o recreio, convide-os a sentar ao seu lado, ajudando você a virar as páginas, a ficar encarregado de descobrir uma passagem especial da trama... são várias as possibilidades.


     Fonte: Guia de palnejamento e Orientações didáticas do Professor alfabetizador 1ª série (2ºano)

    quarta-feira, 3 de novembro de 2010

    Leitura - O quê ? Para quê ? E como ?

    Leitura Feita pelo Professor


    Desde o início das aulas é importante que você institua uma atividade permanente: a leitura de textos literários para os alunos. Nessa atividade, você lerá para os alunos mesmos quando eles já souberem ler.

    Para formar leitores: Para aprender a ler e a gostar de ler, é fundamental que as experiências dos alunos com os livros e com a leitura sejam bem planejados desde o início.
    Selecionar livros interessantes, clássicos e ler para eles bons textos é um fator determinante nessa empreitada.

    Os textos que os alunos não conseguem ler sozinhos podem ser um critério proveitoso na seleção de leitura que você fará. É como pensar: "Quais livros que, se eu não ler para esses meninos, eles dificilmente terão conhecimento de sua existência? Qual autor de minha preferência eu gostaria de compartilhar com eles?"

    Ler histórias com textos bem elaborados e belas ilustrações, autores nacionais e estrangeiros, obras de um mesmo autor e/ou que fazem parte de uma mesma coleção pode ser outro excelente critério de escolha tanto para você quanto para eles, como para indicar-lhes livros. A intenção é que eles comecem a conhecer os livros também por seus autores e pelas coleções de que fazem parte, para assim, ampliarem suas referências literárias.
    Além desses, outro critério se faz fundamental: histórias que, depois da apresentação e da leitura feita por você, eles possam ler autonomamente, ainda que não seja de forma convencional. Os livros indicados aqui são aqueles de enredo interessante, que brincam com as palavras, que repetem trechos e por isso possibilitam aos alunos retomar seu conteúdo, antecipar partes importantes e ler para si ou recontar para os colegas e enredo da história. Essa estratégia permite que os alunos ganhem confiança para se aventurarem sozinhos e dai avançarem em seus conhecimentos sobre a linguagem escrita. 

    Para que ler? Ler enquanto aguarda, ler para distrair-se, ler para conhecer, ler para o colega, ler para explorar o acervo podem ser ótimas situações didáticas de leitura autônoma pelo aluno.

    Na organização do Planejamento

    Antes de iniciar a história:
    • Leia o livro antes
    • Informe os alunos sobre o texto que será lido;
    • Informe o autor/ilustrador (selecione o que pretende destacar)
    • Antececipe parte da trama (seus personagens, o local onde se passa)
    Objetivo: Ajuda os alunos a se interessar pela leitura e fornece elementos para que eles possam antecipar o conteúdo e se situar durante a leitura.
                                                          

    Durante a História:

    • Organize seus alunos ( sentados na carteira, no chão, em roda, com os olhos fechados para imaginarem a história, com luzes apagadas, fora da sala em local agradável, pátio etc.
    • Faça comentários sobre a trama e seus personagens e convide os alunos a falar também. ( Caso haja dispersão, leia o texto novamente no mesmo dia ou em outra ocasião).
    • Comente passagens que lembrem outras histórias/personagens, acontecimentos recentes da sua vida, do dia - a - dia ou despertem fortes sentimentos como: medo, alegria, tristeza...
    • Mostre as ilustrações e relacione-as com o texto.
    Ao final:

    • Compartilhe com o grupo por que você gostou da história, pergunte  do que eles mais gostaram, releia alguns trechos, compare com outras histórias já lidas ou já conhecidas, retome as ilustrações.
    • Convide-os para folhear o livro mais de perto, com as próprias mãos.


    Fonte: Guia de planejamento e Orientações Didáticas - professor alfabetizador - 2º ano

    Práticas de Leitura - 2º ano do fundamental

    As competências dos alunos da 1ª série (2º ano) para participar de siruações de leitura estão relacionadas a atividades de leitura desenvolvidas por você e pelo próprio aluno ( feitas de forma individual, em duplas, coletivamente ou em pequenos grupos) de textos de gêneros variados e com diferentes propósitos. Isso permite que os alunos possam aprender comportamentos  de leitor, o que significa:
    • atribuir significado a textos de gêneros variados;
    • fazer uso de estratégias de leitura (seleção, antecipação, decodificação, inferência, verificação);
    • colocar em ação diferentes modalidades de leitura em função do texto e dos propósitos da leitura (ler para buscar uma informação, ler para se entender, ler para compreender etc.);
    • confrontar idéias, opiniões e interpretações, comentando e recomendando leituras, entre outras possibilidades;
    • apropriar-se das características discursivas e das conversações e estruturas linguísticas de cada gênero textual.
    Essas situações envolvem tanto momentos nos quais os alunos lêem com sua ajuda, como também momentos em que são desafiados a ler sozinhos, colocando em jogo aquilo que construíram sobre o sistema alfabético.


    Construir estratégias de leitura, mesmo quando ainda não sabem ler.

    Ao longo da 1ª série, quando muitos alunos ainda não sabem ler convencionalmente ou então lêem com pouca fluência, é importante que as atividades de leitura também favoreçam o desenvolvimento das estrategias de leitura que sirvam de apoio à compreensão e à construção de sentido do texto. Isso, sempre considerando  que o processo de leitura de um texto se dá por meio de muitas ações além da decodificação.

    Assim, é importante que você ajude seus alunos a identificar e analisar todos os indicadores possíveis que possam auxiliá-los na tarefa de ler, levando em conta tanto suas situações de leitura (lembre-se de que o (a) professor (a) é sempre um modelo), como aquelas nas quais os alunos são desafiados a ler por conta própria. Para isso, sugerimos:
    • Mostrar aos alunos que é possível antecipar ou inferir o conteúdo de um texto antes de fazer a leitura, a partir:
    1. do seu título;
    2. das suas imagens;
    3. da sua diagramação;
    4. das informações contidas na capa, contracapa e no índice (no caso de livros e revistas).
    • Ensinar os alunos a coordenar a informação presente no texto com as informações oriundas das imagens que o ilustram (por exemplo, nos contos, nas histórias em quadrinhos, em cartazes, em textos expositivos e nas notícias de jornal).
    Algumas orientações didáticas relacionadas à aprendizagem de leitura

    Em sala de aula:

    • Proporcionar momentos diários para que os alunos tenham contato com diferentes portadores de texto (tais como jornais, revistas, livros informativos, folhetos, cartazes) e aprendam a conviver em um ambiente letrado e de valorização da leitura.
    Diferentes Gêneros
    • Planejar momentos de leitura envolvendo textos de diferentes gêneros, para que os alunos ouçam e comecem a perceber características desses gêneros:

    Gib's, Jornais, Fábulas, Contos, Revistas, Folhetos, Livros...




    • Dicas de Atividades:  Propor situações de leitura para que eles possam ampliar suas competências leitoras, tais como: ler rapidamente títulos e subtítulos até encontrar uma informação, selecionar uma informação precisa, ler minuciosamente para executar uma tarefa, reler um trecho para retomar uma informação ou apreciar aquilo que está escrito. Isso sempre com sua ajuda e, inicialmente, de forma coletiva ou em grupo.
    •  Planejar atividades nas quais os alunos possam, com sua ajuda, fazer uso dos indicadores como: autor, o gênero, o assunto, o tipo de ilustração, o portador - se é um livro, uma revista ou um jornal, por exemplo para aprender antecipar o conteúdo do texto, inferir aquilo que está escrito e ampliar suas possibilidades de interpretá-lo.
    • Convidar os alunos a ler um texto e localizar informações em diferentes fontes escritas.
    • Ler em voz alta - para adquirir fluência, respeitar pontuação, entonação e rítmo.
    • Leitura silenciosa - para aprender utilizar de forma cada vez mais autônoma estratégias de leitura como decifração, a seleção, a antecipação, a inferência e a verificação.
    • Propor atividades de leitura por você ou pelos alunos (individual ou coletivamente) para que eles aprendam a inferir o significado de uma palavra pelo contexto ou a procurar no dicionário (quando houver necessidade para compreensão do texto)
    • Planejar momentos: Em que você professor faz a leitura; Em que os alunos escolham o que querem ler; Em que possam levar livros para casa (para que aprendam a ter cuidado com os livros e demais materiais escritos).
      Lembre-se! Uma boa aula sempre começa com uma leitura feita pelo professor!


    terça-feira, 2 de novembro de 2010

    Para Educador Buscar Método Atraente é Desafio

    Professor de história, Marcelo Fronza, usa quadrinhos como fonte histórica em suas aulas.

    O professor de história, Marcelo Fronza, afirma que um dos maiores desafios dos educadores em sala de aula é buscar uma metodologia de ensino que atraia o aluno para a aprendizagem, que se aproxime da sua linguagem, do seu universo e o cative para a absorção do conteúdo.
    Segundo o professor o livro de sua autoria Ensinar e Aprender História: História em Quadrinhos e Canções, a publicação aborda o ensino de história a partir do conhecimento dos alunos a respeito de histórias em quadrinhos.
    - O livro apresenta a história em quadrinhos como fonte para que o aluno construa o conhecimento histórico com a ajuda do professor. A metodologia passa a ser interessante porque não é o professor que detém o conhecimento, mas vai auxiliar o aluno a construir o seu próprio.
    Para Fronza, esse método facilita a aprendizagem, a memorização e, por ser divertido, atrai o interesse do aluno pelo conteúdo. Mas é importante, na sua opinião, comparar a fonte histórica dos quadrinhos com outras fontes para a construção do conhecimento.

    Ele cita como exemplo Asterix e Cleópatra, em que os personagens falam sobre construir pirâmides em uma época histórica que não coincide com a existência de Cleópatra.
    - As pirâmides tinham sido construídas 2.000 anos antes e por isso é importante trazer outras fontes históricas para que o aluno perceba anacronismos.

    O professor destaca que o aluno acaba tendo novas visões críticas sobre os próprios quadrinhos que, como narrativa, são uma das formas mais fortes de organizar o pensamento em geral.
    - Daí a importância de separar o que é fonte histórica dos recursos utilizados para fazer humor.

    Marcelo Fronza afirma que os quadrinhos como fonte histórica, e não só como recurso pedagógico, estão gerando novos resultados no ensino, que se refletem em melhores notas por conta da abordagem diferenciada.
    - O aluno está indo além da memorização de datas e períodos, está aprendendo a fazer relações de contexto, tornando-se crítico, e isso vai auxiliá-lo não apenas em sala de aula, mas no mundo afora.


    O livro de Fronza faz parte do Programa Nacional Biblioteca da Escola, do MEC (Ministério da Educação).



    Fonte:Página de Notícias do R7.com