domingo, 30 de setembro de 2012

PROVA DE PROFESSOR DE EDUCAÇÃO BÁSICA DO IBAMSP - FUNDAMENTAL DE GUARULHOS 2012

PREFEITURA MUNICIPAL DE
GUARULHOS
SECRETARIA DE ADMINISTRAÇÃO E MODERNIZAÇÃO
CONCURSO PUBLICO Nº 01/2012 – SAM01
PROFESSOR (A) DE EDUCAÇÃO BÁSICA




 Atenção! As questões de 01 à 10 são de  Língua Portuguesa 
( em construção...)


                                         Questões de  11 à 20 Matemática
                                           








educação fundamental





CONHECIMENTOS PEDAGÓGICOS,

LEGISLAÇÃO E ESPECÍFICOS

Os excertos a seguir referem-se à Constituição Federal e serão utilizados na resolução das questões 21 e 22.


I.  O ensino deve ser ministrado com base no princípio da gratuidade para aqueles que comprovarem não possuir renda.

II.  Os profissionais da educação escolar serão valorizados e terão garantidos seus direitos, na forma da lei, de planos de carreira com ingresso, prioritariamente, por concurso público de provas e títulos.

III. As universidades gozam de autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial, e obedecerão ao princípio de indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão.

IV. A educação básica é obrigatória e gratuita dos 4 (quatro) aos 17 (dezessete) anos de idade, assegurada inclusive sua oferta gratuita para todos os que a ela não tiveram acesso na idade própria.

21. Sobre o contido em I e II, pode-se  seguramente afirmar que:

a) apenas I será correto
b) apenas II será correto
c) as duas afirmações estão corretas
d) as duas afirmações estão incorretas


22Sobre III e IV, avalie as afirmações abaixo e atribua  “V” para as verdadeiras e “ F” para as falsas.


(   ) O descrito em III está incorreto, pois a Constituição estabelece em seu texto a distinção entre ensino, pesquisa e extensão.

(  ) O descrito em III está incorreto, visto que as universidades não gozam de autonomia didático- científica já que estão vinculadas diretamente ao Ministério da Educação (MEC).

(  )  O descrito  em IV não é matéria contida na Constituição Federal, mas na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional.

(    )  O texto correto de IV é: “A educação básica, que compreende a Educação Infantil, o Ensino Fundamental e Médio, é obrigatória e gratuita dos 0 (zero) aos 14 a (quatorze)  anos de idade, e terá assegurada inclusive sua oferta gratuita para todos os que a ela não tiveram acesso na idade própria”.

Aponte a alternativa que apresenta a sequência correta.

a)  V; V; F; V.
b)  F; F; F;  F.
c)  V; F; V; V.
d)  V; V; V; F.


23.  A Resolução 07/2010 fixa Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental de 9 (nove) anos. De acordo com essa resolução, a educação de qualidade, como direito fundamental, é, antes de tudo, relevante, pertinente e equitativa. Equidade refere-se:

a) À importância de tratar de forma    diferenciada o que se apresenta como desigual ao ponto de partida, com vistas a obter desenvolvimento e aprendizagens equiparáveis, assegurando a todos a igualdade de direito à educação.

b) à promoção de aprendizagens significativas do ponto de vista das exigências sociais e de desenvolvimento pessoal.

c) à possibilidade de atender às necessidades e às características dos estudantes de diversos contextos sociais e culturais e com diferentes capacidades e interesses.

d) ao direito inalienável do ser humano de obter do Poder Público toda a atenção que necessite.


24. A Lei Municipal nº 6.058/2005 dispõe sobre a estrutura, organização e funcionamento da carreira e remuneração do Magistério Público do Município de Guarulhos e estabelece que “o conjunto de deveres, atribuições e responsabilidades cometidas a uma pessoa contratada sob a égide da Consolidação das Leis do Trabalho, nos casos previstos em lei” é  denominação de:

a) plano de carreira
b) quadro funcional
c) emprego público
d) função

25.  Estabelece a Lei Municipal nº 6.711/2010 que a designação do Vice-Diretor e do Professor Coordenador Pedagógico fica condicionada à demonstração pelo candidato de disponibilidade de tempo para atender às necessidades do serviço, observado ainda que o Professor Coordenador Pedagógico:

a) deve ser nomeado, em comissão, pelo Prefeito Municipal ouvido o titular da Secretaria Municipal de Educação.
b) deve ser escolhido dentre os relacionados em lista trípice, elaborada por seus pares e aprovada pelo Conselho da Escola.

c) deve ser escolhido dentre os relacionados em lista tripice, elaborada pelo Diretor de Escola e aprovada pelo Conselho da Escola.

d) deve ser escolhido pelo Diretor de Escola, entre os docentes que tiverem, ao menos, 5 anos de efetivo exercício na Unidade Escolar.


26. Em “ Educandos e Educadores, seus Direitos e o Curriculo” qual, segundo Arroyo, é o ponto central para o debate sobre currículo?

a)  Como adequá-lo às necessidades especiais das crianças.

b) Como construí-lo de forma hierarquizada.

c) Como envolver as famílias nas sua construção.

d) Como condicionam nosso trabalho.


27. Para Claudia de Oliveira Fernandes e Luiz Carlos de Freitas (in Currículo e Avaliação) os professores, na Educação Infantil, de um modo geral, exercem uma avaliação mais contínua do processo das crianças, desvinculada da necessidade de pontuá-la com indicadores numéricos ou de outra ordem, para fins de aprovação.
Esse modelo de avaliação está muito próximo da avaliação:

a) somativa
b) formativa
c) diagnóstica
d) de final de ciclo


28Da leitura da obra  de Moarcir Gadotti “Boniteza de um sonho: ensinar e aprender com sentido” pode-se depreender que para o autor:

a)  o oficio de professor é específico, técnico, e deve ser desvincular das relações com as estruturas sociais. A competência específica da profissão está sobretudo em seu saber político-pedagógico.

b) num futuro muito pr
óximo, as sociedades aprenderão sem o professor, a escola se tornará obsoleta frente às novas tecnologias.
Essas, as tecnologias, serão responsáveis pela formação dos alunos, das pessoas.

c) como a mudança nas pessoas é muito lenta, o novo profissional que recebeu a formação “atrasada”, centrada no saber escolar é tentado a desistir. Antes a transmissão do tentado a desistir. Antes a transmissão do conhecimento era facilmente medida, agora, como o professor não foi preparado para trabalhar com conteúdos atitudinais, ele desiste.

d) a profissão docente está em extinção. Esse contexto é próprio do mundo globalizado, essencialmente  perverso e excludente.


29. Em “A psicologia escolar na implementação do projeto Político-Pedagógico da Rede Municipal de Ensino de Guarulhos” os autores apontam três elementos centrais na construção da proposta em educação infantil. São eles:

a) A formação continuada.
    O direito da criança ao desenvolvimento integral.
    As dimensões da relação entre desenvolvimento e aprendizagem: o corpo, o movimento a brincadeira,         a emoção, a cultura e as artes.

b) Condições externas.
    Condições internas, ambiente institucional.
    Espaço para a formação continuada.

c)  Recursos Materiais.
     Versatilidade do Espaço.
     Critérios para formação do grupo de crianças.

d)  Organização do tempo.
     Ambiente de cuidados.
     Parceria com as famílias.

As políticas da Secretaria Municipal de Educação de Guarulhos têm o compromisso de apoiar as escolas municipais com o objetivo de torná-las inclusivas, democráticas e de qualidade social.
Para a Secretaria é fundamental uma gestão que considere o papel do município, o papel da escola e o papel da família, baseados em uma concepção de educação que tem como pressuposto a garantia dos direitos humanos. Partindo desse pressuposto, elaborou o documento “Educação Inclusiva, História, Concepções e Políticas Públicas”.

Com base no documento mencionado, responda as questões 30 e 31.

30. O termo atual que coaduna com a Declaração de Salamanca e que substituiu o tão utilizado “pessoas com necessidades especiais” é:

a) portador de deficiência
b) pessoa com defeito físico
c) pessoa com deficiência
d) excepcional


31. “Na escola, às vezes o(a) educando(a) com deficiêcia física, para relacionar-se com o ambiente e acessar os saberes escolares, necessita de que as condições sejam adequadas para sua locomoção, comunicação, conforto e segurança. Assim, é importante que a escola esteja atenta para os recursos de acessibilidade que permitam o direito de ir e vir para todo(a) educando(a); garantir que as barreiras do processo ensino-aprendizagem sejam removidas pelos recursos disponíveis, tanto materiais quanto humanos; que a escola crie oportunidades comuns de convivências e desafios para a aprendizagem e desenvolvimento de todos(as).”
          
                     “Educação Inclusiva, História, Concepções  e Políticas Públicas”

Atualmente, os recursos auxiliares /especiais/ alternativos são conhecidos pelo termo Tecnologia Assistiva (TA) e, de acordo com Dias de Sá:

a) a tecnologia deve ser compreendida como resolução de problemas funcionais, em uma perspectiva de desenvolvimento das potencialidades humanas, valorização de desejos, habilidades, expectativas e de qualidade de vida, as quais incluem recursos de comunicação alternativa, de atividades de vida diária, de orientação e mobilidade, de adequação postural, de materiais pedagógicos, de acessibilidade ao computador, de adaptação de veículos, órteses e próteses, entre outros.

b)  concebidos amplamente, os caminhos alternativos podem envolver recursos auxiliares, especiais, particulares – sob a forma de procedimentos de ação ou de instrumentos, equipamentos, técnicas, códigos etc. – mas, fundamentalmente, são caminhos explorados com o propósito de promover a interação social e a participação na cultura, desenvolver a linguagem e as formas de significar o mundo, e elevar os níveis de pensamento.

c) para desafiar a pessoa com deficiência é necessário estabelecer para ela as mesmas metas educacionais que para os demais, assegurar o acesso efetivo aos bens culturais, mesmo que isso demande uma ação mais intensiva do outro.

d) Já temos no Brasil um acervo considerável, e em acelerado crescimento, de recursos tecnológicos que permitem aperfeiçoar a qualidade das interações entre pesquisadores, clínicos, professores, alunos e pais na área da Educação especial, bem como de aumentar o rendimento do trabalho de cada um deles.




32. De acordo com o disposto no documento QSN – Quadro dos Saberes Necessários, observe o quadro abaixo e aponte a alternativa cujo termo substitui adequadamente o ponto de interrogação.



a) aluno    b) Escola    c)  Currículo    d) Projeto político Pedagógico


33. Ana Mãe Barbosa (2002) aponta que “Arte na educação como expressão pessoal e como cultura é um importante instrumento para a identificação cultural e o desenvolvimento individual. Por meio da Arte é possível desenvolver a percepção e a imaginação, aprender a realidade do meio ambiente, desenvolver a criatividade de maneira a mudar a realidade que foi analisada.” Nesse sentido, segundo a autora, o ensino da Arte no Brasil e, em especial o de Artes Visuais:

a) tem sido fortemente impulsionado e desenvolvido através de práticas inovadoras graças ao destaque dado à disciplina pelos Parâmetros Curriculares Nacionais.

b)  tem sido ofertado adequadamente por meio da obrigatoriedade e reconhecimento de sua importância nos currículos, conforme assegura a lei.

c) ainda enfatiza o ensino de desenho geométrico, produção de presentes estereotipados em datas comemorativas ou a chamada livre expressão.

d)   propicia condições para alunos e professores desenvolverem a capacidade de compreender, conceber e fruir Arte, vivenciando uma experiência prazerosa e criativa.


34. “ A educação estética tem como lugar privilegiado o ensino de Arte, entendendo por educação estética as várias formas de leitura, de fruição que podem ser possibilitadas às crianças tanto a partir do seu cotidiano como as obras de Arte. Compreender o contexto dos materiais utilizados, das propostas, das pesquisas dos artistas é poder conceber a Arte não só como um  fazer mas também como uma forma de pensar em e sobre Arte”                            (Pillar,2008,P71)

Nesse contexto, sobre o trabalho com leitura de imagens, assinale a alternativa correta.

a) A educação do olhar através da leitura de imagens deve estar pautada em uma base espontaneísta que permita à criança contemplar as diversas imagens sem necessariamente problematizá-las, refletir sobre o que olha.

b)  Embora haja atribuições de sentidos construídos pelo leitor, é de extrema importância que o professor ensine a leitura de imagens e, principalmente, a considerada correta.

d)  Uma vez que a marca maior das obras de Artes Plásticas é querer dizer o “indizível”, ou seja, não ser um discurso verbal, mas sim um diálogo entre formas, querer atribuir significados por meio de inferências ou interpretações como a leitura de imagens, torna-se um equívoco que deve ser evitado nas práticas escolares.

e) É necessário começar a educar o olhar da criança desde a educação infantil, possibilitando atividades de leitura para que além do fascínio das cores, das formas, dos ritmos, ela possa compreender o modo como a gramática visual se estrutura e pensar criticamente sobre as imagens.




35. Na perspectiva de Elvira Souza Lima (2002), os ciclos de formação:

a) representam uma inovação na organização da escola possibilitando uma gestão que oferece um tempo maior aos alunos com mais dificuldades para que realizem as aprendizagens necessárias ao prosseguimento dos estudos.

b)  apresentam-se como uma reformulação da cultura escolar, que visa eliminar ou minimizar os altos índices de repetência e evasão escolar.

c)  constituem uma organização do tempo escolar de forma a se adequar melhor às características biológicas e culturais do desenvolvimento de todos os alunos, permitindo um trabalho com conteúdos do conhecimento formal simultaneamente ao desenvolvimento de sistemas expressivos e simbólicos do sujeito que levam à construção do conhecimento.

d)  fazem parte de uma proposta pedagógica em que a constituição do sujeito é concebida a partir da definição da justaposição das aprendizagens das diversas áreas do conhecimento.

 36. A partir das concepções de Magda Soares (2003) considere as proposições abaixo.

I.  Há diferente tipos e níveis de letramento, dependendo das necessidades, das demandas do indivíduo e de seu meio, do contexto social e cultural.

II. Um indivíduo alfabetizado, que domina os códigos de escrita e da leitura é necessariamente, um indivíduo letrado.

III. O letramento implica na  participação de práticas sociais de leitura e escrita.

IV. O indivíduo alfabetizado,  que responde adequadamente às  demandas sociais de uso da leitura e da escrita é, por extensão, um indivíduo letrado.

Está correto o contido em:

a) I, II e III, apenas.
b) I, III  e IV apenas.
c) I, II e IV, apenas.
d) II, III e IV, apenas

37. Ao discutir o binômio alfabetização / letramento, Soares(2003) afirma que no Brasil as campanhas de alfabetização não obtêm sucesso e atribui esse fracasso:

a)  ao pouco empenho das autoridades dos diversos  municípios, em especial dos mais isolados, em garantir a participação e o acesso do maior número de pessoas.

b) ao fato de as campanhas se limitarem a ensinar a ler e escrever, não provendo condições para que os indivíduos alfabetizados permaneçam em contato com um ambiente letrado, vivenciando práticas de leitura e escrita.

c) à precariedade do material didático utilizado nesses mutirões e ao despreparo dos educadores neles envolvidos.

d)  ao pouco interesse manifestado pelos candidatos pelas práticas de leitura que, em geral, são preteridas por programas de televisão.



38. Sobre as diferentes modalidades organizativas e sua utilização como instrumento de gestão das situações de aprendizagem, segundo Lerner:

a)  as diferentes modalidades organizativas como projetos, atividades habituais, sequencias de atividades e atividades independentes devem coexistir e se articular ao longo do ano escolar como forma de manejar com flexibilidade a duração das situações didáticas e tornar possível a retomada de conteúdos em diferentes oportunidades a partir de perspectivas diversas.

b)  a utilização de múltiplas modalidades organizativas, embora permita uma melhor distribuição do tempo didático para a realização das tarefas relacionadas à função explicita da escola (comunicar saberes e comportamentos culturais), representa para o aluno, a justaposição de parcelas do objeto que deve ser aprendido de forma sequencial e cumulativa.

c) não devem ser utilizadas de forma concomitante, pois, em última análise, todas se prestam a um mesmo objetivo e propósito, não contribuindo, portanto, para a vivência de diferentes situações de leitura e escrita.

d)  embora as diversas modalidades organizativas se prestem a diferentes propósitos, podendo ser utilizadas pelo professor como estratégias de ensino, sua utilização não visa a produzir uma mudança qualitativa na utilização do tempo.






39. Ao discutir a importância  da experiência cotidiana no aprendizado da escrita, Lima (2002) destaca que na aprendizagem da escrita não basta a experiência sensível com a linguagem escrita, é preciso a realização do ato perceptivo, e acrescenta.



I. um alfabeto em cartões e exposto, só pode ser constituir apoio e recurso para alfabetização se estiver à altura da visão da criança para que ela possa recorrer a ele quando precisar.



II. a percepção de cada letra por parte do aluno tem como ponto de partida a intervenção do educador e a tarefa por este proposta, que convidará o aluno a olhar.

III. em ambientes alfabetizadores, é de suma importância que a criança seja exposta à presença 




da escrita, pois esse contato, por si só, assegura que ela “perceba” a escrita, daí a importância da presença de listas, invólucros e cartazes na sala de aula.



IV. o contato com situações de leitura e escrita ao longo de sua vida cotidiana permite que a criança apresente um comportamento mais atento e de maior percepção em relação aos contextos escritos.



a) Apenas as afirmativas I e II apresentam argumentos válidos.

b)  Apenas as afirmativas II e III não tem validade.

c) Apenas as afirmativas III e IV apresentam argumentos válidos.

d)  Apenas a afirmativa III é inválida




40. “No desenvolvimento de uma pessoa com impedimentos nas funções mentais, terão sempre um papel central a qualidade, a amplitude e a pertinência das vivências que lhe forem possibilitadas nos espaços em que ela vive ou transita. Isto é, o desenvolvimento desta pessoa não é definido “a priori” pela condição biológica, mas sim, resultado das possibilidades da condição biológica, efetivadas e/ou transformadas pelas condições de aprendizagem, desenvolvimento cultural, apropriação de instrumentos mentais e utilização de sistemas simbólicos e de comunicação humana.”

(Lima, 2005,P 06)

Indique a alternativa que não apresenta consonância com a proposição acima.

a) Considerando que o contexto é parte extrínseca do processo de desenvolvimento humano, podemos dizer que, nos casos de impedimentos nos processos mentais, ele não se torna mais relevante, pois há a preponderância das determinantes biológicas.



b) Na inclusão escolar, sob uma perspectiva antropológica, o espaço escolar não se restringe à realização de aulas e transmissão de conteúdos, mas assume uma dimensão mais ampla, a de formar as novas gerações.


c) Em sua atuação com alunos com impedimentos mentais é fundamental que o professor tenha oportunidade de vivenciar novas formas de ensinar, inovando na organização do tempo, do espaço, no ordenamento das ações pedagógicas e  também, no entendimento do próprio conhecimento escolar.

d) Comas crianças e jovens com alterações ou impedimentos nos processos menais, o desenvolvimento da função simbólica é um dos eixos mais importantes da ação pedagógica, pois os conhecimentos que circulam na escola dependem, para a sua apropriação, do exercício da mesma.

41. Sobre a aprendizagem do sistema de leitura e escrita e sua relação com a prática pedagógica e os problemas de ensino, indique a alternativa correta.

a) A aprendizagem da linguagem escrita  e da leitura está diretamente vinculada à capacidade da criança em elaborar hipóteses sobre o sistema de escrita, testá-las e reelaborá-las, prescindindo, portanto, de um ensino sistematizado.



b) Para aprender a escrever, é necessário escrever palavras e frases, logo, é importante que sejam ofertadas à criança atividades ou exercícios impressos ou mimeografados que exijam leitura e pequenas intervenções escritas de sua parte

  c) Para escrever é necessário conhecer as letras, as sílabas, compreender a organização  das palavras em frases com elaboração  progressiva da sintaxe, utilização contínua e trabalho constante da semântica. A língua tem regras para esta organização e elas precisam ser ensinadas ao aluno. 


  d) Na aprendizagem da língua escrita é importante não sejam destacados os aspectos ortográficos nem evidenciada sua incorreção. A ênfase deve ser dada somente ao aspecto textual.





42. O mito da existência de uma unidade linguística no Brasil traz como implicações:
  
  a) O reconhecimento da diversidade linguística como base para o planejamento de políticas de ação educativa junto à população marginalizada.

  b) o fortalecimento do princípio de que a função da escola é levar a pessoa a conhecer e dominar coisas que ela ainda não sabe.  


  c) o fato de que para alunos provenientes de ambientes sociais menos privilegiados, a norma linguística ensinada nas escolas, seja percebida como uma língua estrangeira. 


 d) a identificação de muitos problemas de aprendizagem antes atribuídos ao aluno, como problemas oriundos da inadequação da linguagem empregada no ambiente escolar.





43. De acordo com Bagno (1999), o trabalho com a língua portuguesa nas escolas:

a) Deve privilegiar os métodos tradicionais de ensino com ênfase na gramática normativa.

b) deve, antes demais nada, ensinar a ler e escrever, promovendo um letramento constante e ininterrupto dos alunos.

c) não deve perder de vista que para ser um usuário competente da língua, o aluno precisa minimamente conhecer e saber as classes das palavras, os termos de uma oração, identificar sujeito, verbo, conjunção, entre outros aspectos importantes.



44. Entre as proposições abaixo indique a que não corresponde à concepção presente nos Parâmetros Curriculares Nacionais sobre a avaliação.
  
 a) A  avaliação, ao não se restringir ao julgamento sobre sucessos ou fracassos do aluno, é compreendida como um conjunto de atuações que tem a função de alimentar, sustentar e orientar a intervenção pedagógica.  

  b) A avaliação das aprendizagens só pode acontecer se forem relacionadas com as oportunidades oferecidas, isto é, analisando a adequação das situações didáticas propostas aos conhecimentos prévios dos alunos e aos desafios que estão em condições de enfrentar. 


  c) Utilizar a avaliação como instrumento para o desenvolvimento das atividades didáticas requer que ela não seja interpretada como um momento estático, mas antes, como um momento de observação de um processo dinâmico e não - linear de construção de conhecimento. 


 d) Quando, de um ano para o outro, o professor acompanha a classe e tem registros detalhados sobre o desempenho dos alunos no ano anterior, não deve dispender tempo realizando nova investigação inicial ou diagnóstica.



45.Quando o sujeito está aprendendo, se envolve inteiramente. O processo, assim como seu resultado, repercutem de forma global. Assim, o aluno, ao desenvolver as atividades escolares, aprende não só sobre o conteúdo em questão, mas também sobre o modo como aprende, construindo uma imagem de si como estudante.

(PCN'S, Vol I)
Isso implica dizer que:

a) a aprendizagem significativa depende de uma motivação intrínseca, isto é, o aluno precisa tomar para si a necessidade e a vontade de aprender. Aquele que estuda para passar de ano, ou para tirar notas, também tem excelentes motivos pAR empenhar-se em profundidade na aprendizagem.


b) embora a postura docente possa auxiliar, a disposição e o sucesso nas aprendizagens dependem exclusivamente do aluno, uma vez que decorrem de um sentimento de automotivação e autoconceito positivo.


c) para que a aprendizagem significativa possa acontecer, é necessária a disponibilidade para envolvimento do aluno na aprendizagem, o empenho em estabelecer relações entre o que já sabe e o que está aprendendo. em usar os instrumentos adequados que conhece e dispõe para alcançar a maior compreensão possível. Essa aprendizagem exige uma ousadia para se colocar problemas, buscar soluções e experimentar novos caminhos, de maneira totalmente diferente da aprendizagem mecânica, na qual o aluno limita seu esforço apenas em memorizar ou estabelecer relações diretas e superficiais.


d) diante da diversidade de alunos em uma sala de aula e a forma diferente como cada um deles se relaciona com os objetos de conhecimento, o contrato didático que se estabelece explicitando as expectativas em relação às aprendizagens que deverão se realizar, não contempla as necessidades individuais de cada estudante em termos de estímulo e atenção.



46. Lerner aponta que a capacitação docente é condição necessária, porém não suficiente, para que ocorra uma mudança didática. Nesse contexto a autora afirma que especialmente no caso dos professores latino-americanos a atualização profissional é importante e sustenta esse argumento em diversas razões, entre elas:



a) o fato de as instituições formadoras não terem incorporado as mudanças radicais de perspectiva que ocorrem em relação à alfabetização.


b) o processo de valorização dos docentes que vem sendo observado nas últimas décadas, que requer que o professor se mantenha atualizado com as inovações a fim de corresponder às expectativas da comunidade e do mercado de trabalho.


c) a garantia de espaços de formação e estudo dentro da jornada docente e no próprio local de trabalho.


d) a disseminação e facilitação de acesso a livros e revistas especializadas a partir da última década.



47. Com base nas contribuições das pesquisas realizadas por Emília Ferreiro e Ana Teberosky sobre o que pensam as crianças a respeito do sistema de escrita, identifique a interpretação mais adequada a partir da situação abaixo.


Para registrar a palavra moleque, a criança escreve muleci. O professor:


a) imagina que o aluno apresenta sérios problemas ortográficos e não aprendeu nada do que lhe foi ensinado.


b) compreende que o aluno tem dificuldades e procura o Coordenador Pedagógico da escola na busca de orientação.


c) reconhece na escrita do aluno a tentativa de representar as sílabas da palavra e prescreve inúmeras tarefas nas quais a criança deverá copiar palavras diversas separando-as em sílabas.


d) identifica na produção do aluno o uso de inúmeros conhecimentos sobre o sistema de escrita: que escrevemos com letras, que as letras representam sons e que não é qualquer letra que representa qualquer som.



48. Weisz aponta que "vindas de universos culturais diferentes, as crianças sabem coisas diferentes". Nesse sentido, conhecendo a função educacional da escola, assinale a alternativa correta.


a) as crianças mais pobres, embora disponham menos do tipo de conhecimento que a escola requer, ingressam nessa instituição com inúmeras vantagens em relação às crianças da classe média, pois desenvolveram habilidades que as tornam muito mais autônomas, como: cuidar dos irmãos e saber realizar uma venda, por exemplo.


b) A importância do reconhecimento de que as crianças mais pobres apresentam um déficit cultural em relação ao que é requerido na escola contribui para o desenvolvimento de uma educação compensatória que vise minimizar essa desvantagem.


c) É necessário que a escola proporcione uma educação equalizadora, no sentido de assegurar às crianças mais pobres as vivências relacionadas ao mundo letrado, da cultura, da informação tecnológica, às quais, comumente, não tem acesso.


d) A organização dos agrupamentos de alunos deve seguir critérios bem definidos, pois é importante impedir que os alunos menos favorecidos sejam misturados aos demais, evitando, assim, que sejam expostos ou se sintam inibidos e humilhados.



49. Segundo Wwisz, "para terem valor pedagógico, serem boas situações de aprendizagem, as atividades propostas devem reunir algumas condições, respeitar alguns princípios".


Nesse contexto, segundo a autora, boas situações de aprendizagem são aquelas em que:


a) a organização da tarefa a ser executada é determinada pelos próprios alunos como forma de desenvolver-lhes autonomia e independência.


b)m os alunos têm problemas a resolver e decisões a tomar em função do que propõe produzir.


c) o conteúdo trabalhado mantém estreita vinculação com o currículo adotado pela instituição e proposto nos livros didáticos ou manuais adotados.


d) para aprender conteúdos de ordem matemática, os alunos são colocados em situação de experienciar através de jogos.



50. As técnicas, em suas diferentes formas e usos, constituem um dos principais agentes de transformação da sociedade, pelas implicações que exercem no cotidiano das pessoas. Estudiosos do tema mostram que a escrita, leitura, visão, audição, criação e aprendizagem são capturados por uma informática cada vez mais avançada. Nesse cenário, insere-se mais um desafio para a escola, ou seja, o de como incorporar ao seu trabalho, apoiado na oralidade e na escrita, novas formas de comunicar e conhecer.

(PCN's Vol III)

a) um instrumento que pode contribuir para a melhoria do ensino da Matemática, podendo ser usada como motivador na realização de tarefas exploratórias e de investigação.


b) um instrumento que, assim como os aparelhos celulares, além de não trazer um melhor desenvolvimento do raciocínio do aluno, acaba por gerar muitas vezes, indisciplina.


c) um recurso que inibe o desenvolvimento cognitivo, embotando o pensamento do aluno.


d) um instrumento que deve ser usado com parcimônia e sempre sob a orientação do professor a fim de evitar que o aluno se confunda com possíveis resultados para os quais ele ainda não realiza cálculo mental.





Para quem solicitou ai está o GABARITO  da prova:


segunda-feira, 24 de setembro de 2012

RESUMO - INDAGAÇÕES SOBRE CURRICULO - Antonio Flavio Barbosa Moreira e Vera Maria Candau

CURRÍCULO, CONHECIMENTO E CULTURA - 

Resumo com palavras chaves : A ABORDAGEM DO TEXTO É POR TÓPICOS.


CURRÍCULO - existe distintas concepções, vai depender de como a educação é concebida historicamente.

Diferentes fatores sócio-econômicos, políticos e culturais contribuem para que o currículo venha a ser entendido como:


  • conteúdos a serem ensinados e aprendidos
  • experiências de aprendizagem escolares a serem vividas pelos alunos;
  • planos pedagógicos elaborados pelos professores, escolas, sistemas educacionais;
  • os objetivos a serem alcançados por meio do processo de ensino;
  • os processos de avaliação que terminaram por influir nos conteúdos e nos procedimentos selecionados nos diferentes graus da escolarização.
Discussões sobre currículos incorporam várias coisas.


Então currículo é: experiências escolares que se desdobram em torno do conhecimento, em meio a relações sociais e que contribuem para a construção das identidades dos estudantes.

Currículo Oculto: Atitudes e valores transmitidos que tem consequências e até pode oprimir. Preocupação?
A autora fala da obrigação dos profissionais em elaborar currículos melhores.
Antes - estudos voltavam-se para currículo e conhecimento.
Depois - estudos currículo e cultura.

Por que currículo e cultura?
por causa da organização da vida social, cada um pode ser diferente.


Cultura é: dinâmica e imprevisível.
Dotada de pluralidade que acarreta confrontos e conflitos.


TEMA CENTRAL: Conhecimento Escolar

A escola precisa se preparar para socializar os conhecimentos escolares.

O que entendemos por conhecimento escolar?

Devem ser: conhecimentos relevantes e significativos.

Relevância: potencial que o currículo possui de tornar as pessoas capazes de compreender o papel que devem ter na mudança de seus contextos imediatos e da sociedade em geral.

Qualidade: fazer do aluno sujeito ativo na mudança do seu contexto.
Implica: saberes disciplinares+saberes socialmente produzidos.

Conhecimento Escolar: tem características próprias que o distinguem de outras formas de conhecimento.

Como surge? Através dos conhecimentos de referência que sofre descontextualização e recontextualização.
Existe uma ruptura do que é de origem e do que é escolar.
Ex: Investigação Científica # Experiência Científica Escolar
Existe uma diferença entre o cotidiano e a escola.

Descontextualização: é necessária, não dá para ensinar como se é na origem, mas não totalmente, ela desfavorece a reflexão e a aprendizagem.

Livro didático: precisa de novas formas de se trabalhar

Informações e Saberes: acesso: não linear - não gradativo

Os conhecimentos escolares, são submetidos às rotinas que permitem sua avaliação.
Ex: ensinamos aquilo que podemos avaliar.

Conteúdos: nem todos são avaliados da mesma forma.

Relações de Poder: Interferem na construção do conhecimento escolar - valorização das disciplinas científicas, algumas tem certa prioridade - existe uma hierarquia - tráz valorização de algumas coisas e desvalorização de outras.

Cultura, diversidade cultural e currículo.

Significados:

1º Cultivo da terra: floricultura, agricultura etc...
2º Mente Humana: mente humana cultivada (somente alguns indivíduos, grupos e classes sociais tem) - algumas noções apresentam elevado padrão de cultura.
3º Cultura Popular: vinda através dos meios de comunicação de massa.

A autora questiona se as escolas não fecham as portas para as manifestações culturais, desvalorizando os saberes e valores culturais familiares na entrada da sala de aula.
4º Cultura ( originária do Iluminismo ) - associada a um processo de desenvolvimento social.

Cultura - implica: conjunto de práticas sociais das quais significados são produzidos e compartilhados em um grupo.


entendemos que: Currículo e Cultura - Conjunto de práticas significantes

Currículo - Conjunto de Práticas em que significados são construídos - propicia a produção, a circulação e o consumo no espaço social e que contribuem para a construção de identidades sociais e culturais.

Conflito: existe no cenário cultural na sala de aula.
Currículos - não são naturais são construções históricas.

Princípios para a construção de currículos multiculturalmente orientados

  1. Nova postura
  2. Reescrever os conhecimento escolares - espaço de crítica cultural, diálogo, desenvolvimento e pesquisas.
Nova postura refere-se a abertura para diferentes manifestações culturais.

Reescrever os conhecimentos é buscar em diferentes raízes étnicas, diferentes pontos de vista. Indagar! Criticar... ser crítico.
Confrontar pontos de vista da história.

Ancoragem social dos conteúdos - como surgem certos conhecimentos
( conceitos) Por que foram aceitos ou não?

Reconhecimento de nossas identidades culturais - visão homogenizadora e estereotipada.

Nossas representações sobre os outros - O que os outros representam para nós? - nós - somente os que são iguais?

Chama-se: "fonte do mal" - valorizar uns - desvalorizar outros pelas diferenças.

Crítica Cultural: Primeiro abrir-se para manifestações culturais e interações entre diferentes culturas, outras manifestações.
Tudo que é natural precisa ser questionado - poder não é absoluto

Desenvolvimento de Pesquisas: comprometer-se com a pesquisa - o currículo deve ser um espaço para pesquisa.

Posicionar-se politicamente - problemas econômicos, culturais, ambientais, desconhecem as fronteiras entre as nações ou classes sociais.



sexta-feira, 8 de junho de 2012

RESUMO :Declaração de Salamanca (Espanha) - 1994

Proposta: "Educação para Todos"

Objetivo: Implementar a educação para crianças, jovens e adultos com necessidades educacionais especiais dentro do sistema regular de ensino. Assegurando que a educação de pessoas com deficiência, seja parte integrante do sistema educacional.

Destaques importantes:

* Qualquer pessoa portadora de deficiência tem o direito de expressar seus desejos com relação à sua educação, tanto quanto estes possam ser realizados;

* O princípio que orienta essa estrutura é o que as escolas deveriam acomodar todas as crianças independente de suas condições físicas, intelectuais, sociais, emocionais, linguísticas ou outras...

* A Educação Especial, assume que as diferenças humanas são normais - crianças devem aprender juntas.

* As crianças com NEE, deveriam receber qualquer suporte extra ( dentro das escolas inclusivas ).

* O encaminhamento de crianças com NEE para escolas especiais ou classes especiais em caráter permanente deveriam ser exceções, ou seja em casos em que a educação na classe regular seja incapaz.

* ESCOLAS ESPECIAIS - podem servir como CENTRO DE TREINAMENTO e de recurso para os profissionais das escolas regulares.

  • Fornecendo subsídios como : apoio profissional quanto aos métodos e conteúdos curriculares às necessidades individuais dos alunos.
  • Não esquecemos que os profissionais destas instituições possuem nível de conhecimento necessário a identificação precoce de crianças portadoras de deficiências.

Um fato relevante é reconhecer que as mulheres sofrem preconceitos sexuais compondo as dificuldades causadas pelas suas deficiências.
É defendido Programas Educacionais, cujo objetivo é acabar com tal descriminação.




sexta-feira, 9 de março de 2012

RESUMO - Livro Preconceito Linguístico de Marcos Bagno


Bagno, Marcos. Preconceito lingüístico: o que é, como se faz. São Paulo: Loyola, 1999.


Expressão da língua

No mundo da linguagem, um grande autor se destaca, não somente pela reflexão social, mas também, pela clareza que discute o uso da língua na sociedade. Dentre os mais de trinta livros escritos por Marcos Bagno, o Preconceito Lingüístico: o que é, como se faz publicado em 1999 pela editora Loyola, tornou-se uma referência importante na tentativa de eliminar as atitudes preconceituosas da língua falada e escrita.
Intransigente e fascinado pela língua, Marcos Bagno poeta, tradutor, lingüista e doutor pela Universidade de São Paulo, começa este trabalho, homenageando seus sogros e cunhado, cedendo-lhes a capa de sua importante obra marcada, sobretudo, pela tentativa das águas do igapó (gramática normativa) banir a imensidão dos rios (língua).
Bagno, nas 183 páginas deste livro passa pela mitologia do preconceito lingüístico e em seguida reflete sobre os meios mais adequados para o combate deste preconceito dentro esfera escolar.


Com vista na linguagem, Bagno desmistifica a norma padrão como língua única no Brasil, e reconhece a diversidade lingüística que existe no nosso país. O fato de termos sido colônia de Portugal, surge à idéia de que no Brasil não se fala bem o português e sim em Portugal, a verdade é que o português falado aqui, possui características particulares de nossa cultura.


Baseado nas inúmeras regras de gramática de nossa língua materna, muitos consideram o português uma língua muito difícil e com isso julgam que as pessoas sem instrução não falam corretamente, ou melhor, fala tudo errado. Para Bagno, mesmo que seja de grande importância o uso da gramática normativa no ambiente escolar, deve-se considerar as variedades lingüísticas que existem fora dela, valorizando dessa forma, as pessoas que por um motivo ou por outro, não tiveram oportunidade de estudar, mas nem por isso falam uma língua desconhecida e incompreensível.


Cada canto do Brasil pronuncia palavras diferentes, sotaques diferentes, embora, exista uma escrita oficial. Mas isso não é o que valoriza ou não uma língua e sim a classe social em que os falantes estão inseridos. Com isso a própria escola acaba se tornando ambiente de exclusão, acreditando que é preciso saber a gramática para se falar bem desrespeitando a heterogeneidade lingüística de cada um.


Bagno alerta o leitor para a existência do circulo vicioso do preconceito lingüístico, apontando como principais instrumentos a gramática tradicional, os livros didáticos, o ensino tradicional e o que ele denomina de “comandos paragramaticais”.


Por fim, no trabalho de Marcos Bagno, além de evidenciar um discurso meramente político, assumido pelo próprio autor no inicio do livro, percebe nitidamente a preocupação com o ensino da língua portuguesa e sugere que a língua deve ser conduzida à reflexão de sua atribuição como forma de interação.


Acreditando que a intenção do autor ao produzir este livro está ligado a tentativa de combater o preconceito lingüístico, recomendo a utilização deste, nos meios acadêmicos indispensavelmente no curso de Letras, e para os que se interessam pelo estudo da língua materna.


Por: Poliana Brito Sena

sábado, 21 de janeiro de 2012

QUADRO DO MAGISTÉRIO MUNICIPAL DO MUNICÍPIO DE GUARULHOS

A Lei 6.058 publicada em 08 de março de 2005- Dispõe sobre a estrutura, organização e funcionamento da carreira e remuneração do Magistério Público do Municipio de Guarulhos.

Em relação ao quadro do Magistério Municipal, podemos destacar o fato de seu regime jurídico ser previsto na CLT - Consolidação das Leis do Trabalho sendo composto de empregos e funções, na seguinte conformidade:

I - Empregos de preenchimento por concurso público de provas e títulos:

  • Professor de Educação Básica I;
  • Professor Adjunto de Educação Básica I; ( Alínea b revogada pela Lei nº 6.711/2010)
  • Professor de Educação Especial
  • Pedagogo
  • Diretor de Escola
  • Supervisor de Ensino
  • Supervisor Escolar; ( Redação dada pela Lei nº 6.711/2010)
  • Psicólogo Escolar
  • Agente de Desenvolvimento Infantil ( Alínea incluída pela Lei 6.711/2010)
Funções de suporte pedagógico de preenchimento por designação de Professor de Educação Básica I;
Funções de suporte pedagógico de preenchimento por designação de integrante do Quadro do Magistério Municipal: ( Redação dada pela Lei nº 6.122/2006)

  • Professor Coordenador Pedagógico
  • Professor Coordenador de Programas Educacionais
  • Coordenador de Programas Educacionais
  • Assistente de Diretor de Escola
  • Vice-Diretor de Escola

Os requisitos de habilitação para preenchimento dos empregos e para o exercício das funções são:
Professor de Educação Básica I - formação de nível superior, em curso de licenciatura, de graduação plena, admitida, como formação mínima a oferecida em nível médio, na modalidade Normal.

Professor de Educação Especial - formação de nível superior, em curso de licenciatura, de graduação plena.

Agente de Desenvolvimento Infantil - formação mínima, em nível médio, na modalidade normal.

Pedagogo - formação de nível superior, em curso de graduação em Pedagogia ou nível de pós-graduação nos termos do estabelecido na legislação federal.

Diretor de Escola e Assistente de Diretor de escola: formação de nível superior na área de Educação ou em nível de pós-graduação nos termos do estabelecido na legislação federal
(dois anos de efetivo exercício em emprego docente)

Supervisão Escolar: formação de nível superior, em curso de graduação em Pedagogia ou em nível de pós-graduação nos termos da legislação federal.
(cinco anos de efetivo exercício em emprego docente ou função de suporte pedagógico)

Psicólogo Escolar: formação em nível superior, em curso de graduação em Psicologia, nos termos do estabelecido na Legislação federal.

Professor Coordenador Pedagógico: formação de nível superior, em curso de licenciatura, admitida como formação mínima a oferecida em nível médio, na modalidade Normal.
( dois anos de efetivo exercício em emprego docente da rede Municipal)

Professor Coordenador de Programas Educacionais: formação de nível superior, em curso de licenciatura, admitida, como formação mínima a oferecida em nível médio na modalidade Normal.
 ( dois anos de efetivo exercício em emprego docente da rede Municipal)

Coordenador de Programas Educacionais: formação de nível superior, em curso de licenciatura admitida, como formação mínima a oferecida em nível médio.

Vice-Diretor de Escola: formação de nível superior na área da educação.
( dois anos de efetivo exercício em emprego docente da rede Municipal)

domingo, 11 de dezembro de 2011

RESUMO: O QUE É LETRAMENTO E ALFABETIZAÇÃO - M.Soares

LETRAMENTO / DEFINIÇÃO: É uma palavra recém chegada ao vocabulário da Educação e das Ciências Linguísticas. É uma nova perspectiva sobre a prática social da escrita.
As palavras letramento e letrar não aparecem nos dicionários atuais, aparecendo apenas em um dicionário do século passado, sendo portanto caracterizada como antigas.
O termo atual da palavra letramento proveio da palavra LITERACY da língua inglesa, que por, sua vez, advem do Latim LITTERA que quer dizer letra.
Segundo essa perspectiva, pode-se dizer que letramento é estado ou a condição que adquire um grupo social ou um indivíduo como consequência de ler se apropriando da leitura e da escrita.

Segundo Magda Soares, a palavra letramento talvez tenha surgido em virtude de não utilizarmos a palavra alfabetismo, enquanto seu contrário, analfabetismo, nos é familiar. Isto é, conhecemos bem e há muito tempo o estado ou condição de analfabeto, mas só recentemente o seu oposto tornou-se necessário, pois passamos a enfrentar uma nova realidade social, onde se faz necessário fazer uso do ler e escrever, saber responder às exigências de leitura e de escrita que a sociedade faz continuamente.
Para a autora, um indivíduo pode não saber ler nem escrever, isto é, ser analfabeto, mas ser de certa forma, letrado, pois utiliza a leitura e a escrita em práticas sociais.

Modifica-se a idéia de que analfabetos não praticam a leitura e a escrita, uma vez que na concepção do letramento ideológico, mesmo sem serem alfabetizados, os sujeitos podem alcançar níveis de letramento superiores as pessoas com níveis mais altos de escolarização, pois não é apenas a leitura e a escrita, tão enraizadas à escola, que desenvolvem tais níveis cognitivos.
Existem outras formas de atividades humanas que podem desenvolver o aspecto cognitivo do homem, como atividades políticas como a militância em partidos políticos, movimentos da sociedade civil, organizações e outras que podem relacionar-se a transformações cognitivas.

A partir dessas idéias expostas no primeiro capítulo de Soares, pode-se concluir que a palavra letramento surgiu devido às transformações sociais em curso e isso acarreta em novas perspectivas, em novas concepções. Assim como modificou-se o significado de alfabetizado, modificou-se a concepção de analfabeto, percebeu-se dessa forma, que o letramento ultrapassa a questão do ato de ler e escrever, diz respeito, na verdade ao uso que se faz da leitura e da escrita socialmente.

CONCEITOS

Analfabeto: é aquele que é privado do alfabeto, ou seja que não conhece o alfabeto, que não sabe ler nem escrever.

Analfabetismo: é o modo de proceder como analfabeto.

Alfabetizar: é tornar o indivíduo capaz de ler e escrever.

Alfabetização: é a ação de alfabetizar, de tornar alfabeto.


É nesse campo semântico que surge a palavra letramento. Na verdade, conhecemos a palavra letrado que significa versado em letras, erudito. Conhecemos também a palavra iletrado que significa não ter conhecimentos literários.

De acordo com os estudos da autora, pessoa letrada é aquela que aprende a ler e a escrever e que passa a fazer uso da leitura e da escrita, a envolver-se em práticas sociais, ou seja que faz uso frequente e competente da leitura e da escrita. A pessoa letrada passa a ter outra condição social e cultural, muda o seu lugar social, seu modo de viver, sua inserção na cultura e consequentemente uma forma de pensar diferente. Tornar-se letrado traz consequências linguísticas , cognitivas.

Resumindo: Letramento é o resultado da ação de ensinar e aprender as práticas sociais de leitura e escrita.
E dentro dessa condição compreende-se que não basta apenas aprender a ler e a escrever, mas, sobretudo, adquirir competência para usar a leitura e a escrita, para envolver-se com práticas sociais de escrita.
Nesse contexto, faz-se necessário alfabetizar letrando, ou seja ensinar a ler e a  escrever no contexto das práticas sociais da leitura e da escrita.




sábado, 16 de julho de 2011

Música e Alfabetização

A MÚSICA COMO PARTE INTEGRANTE DO CURRÍCULO ESCOLAR

Quem não gosta de ouvir uma boa música? Desde quando nascemos, ouvimos cantigas de ninar.
Crescemos... ouvimos cantigas de roda...
Música sempre música... Alegra as festas... Faz parte das comemorações e eventos... Exalta a entrada da noiva em seu casamento...Ahh!!! Música sempre música.... Embala casais apaixonados!!!! Está presente nas tramas, nas comédias, nos dramas... mas sempre está presente.
A música é matemática... tem rítmos, harmonia, melodia....
Torna a vida mais feliz!!!!
Faz passar o tempo nos ônibus, nas viagens... Toca a alma e fala ao coração.

Podemos pensar a música, como uma forma feliz de alfabetizar. 

Qual criança que não gosta de uma cantiga de roda? Qual criança que não gosta de uma música alegre????

Pois bem, eis uma oportunidade de aprender a ler de forma divertida!

Essa situação de aprendizagem, está inserida no Projeto Ler e Escrever, onde através de cantigas e parlendas a criança faz o ajuste do que se canta ao que está escrito.
Trabalhamos de maneira divertida, onde a prioridade é deixar a criança analisar e  refletir a cerca da construção da palavra que está escrita.

O professor como mediador, dará as pistas da construção da palavra.
     
          Ex: Borboletinha tá na cozinha
      
       Quantas letras tem borboletinha?
       Com que letra começa?
       Com que letra termina?
       A letra B é vogal ou consoante?
       Vamos circular somente onde aparece a palavra borboletinha?
       Vamos cantar e circular ok?

Esse é somente um exemplo entre tantas outras possibilidades de alfabetização musical.








sábado, 9 de abril de 2011

TANGRAN

Painel realizado pelos alunos do 4º B - tarde - Colégio Paulo Freire - Guarulhos

Na aula de (matemática) conseguimos trabalhar com a interdisciplinaridade, pois realizamos um painel que conta a  - ( História ) do TANGRAN, que começou na China (Localização Geográfica) - onde os alunos trabalharam com o raciocínio lógico para montar as figuras ( Geométricas ), escreveram texto em (Língua Portuguesa) - compondo os personagens,  com o discípulo e o mestre mencionados em formas geométricas (Tangran) - Criaram diversas figuras entre as quais, utilizaram as técnicas  de ( Artes ) como pontilismo, curvas, retas, texturas etc...


atividades com tangran

                                                          Pássaro!
 
Uma casa!

Um Homem sentado!

Barco!

Clique em cima das imagens para ampliá-las

"PARABÉNS AOS ALUNOS DO 4ºB"